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18 de nov. de 2019

Subversão londrina (Lista do Zé #26)



Está valendo! Já está à venda o meu novo quadrinho, Steampunk Ladies: Choque do futuro, nos links abaixo:
Agora é hora de falar um pouco mais sobre o quadrinho!

Subversão londrina

 Sue e Rabiosa unem-se às sufragistas na Inglaterra do século XIX para impedir que tecnologias avançadas sejam usadas contra o resto do mundo. É uma nova aventura das personagens que surgiram em Steampunk Ladies: Vingança a vapor (2015), o livro que me deu o Troféu HQMIX na categoria "Novo Talento Roteirista". Este volume tem desenhos de Sara Prado, Wilton Santos e Leonardo Pinheiro, cores de Ellis Carlos, Ale Starling e Thyago Brandão (com contribuição da Mariane Gusmão) e letras de Deyvison Manes. Tivemos a honra de contar ainda com prefácio da Lívia Stevaux (MinasNerds) e posfácio da Dana Guedes (escritora e entusiasta steampunk). A edição ficou a cargo novamente do sensacional time da Editora Draco. Este projeto é apoiado pela Secretaria Estadual da Cultura do Governo do Estado do Ceará - Lei nº 13.811, de 20 de agosto de 2006.

Originalmente, Steampunk Ladies: Choque do futuro deveria ter sido lançado no ano passado, mas tive que engatar uma marcha mais lenta na reta final dele para conseguir finalizar e lançar adequadamente Cangaço Overdrive. É uma continuação de Steampunk Ladies: Vingança a vapor. Tenho sentimentos bem variados este primeiro volume e cheguei a pensar em não continuar essa história, que comecei lá em 2015 (um pouco antes na verdade). Os detalhes vão ficar guardados nos cofres da memória, o que importa é que se trata de um quadrinho protagonizado por mulheres e bem próximo do lançamento de "Vingança a vapor" eu comecei a duvidar que tínhamos feito um trabalho que respeitasse esse conceito principal. Nem cheguei a fazer um lançamento propriamente dito do livro. Enfim, como eu acredito que só quem pode responder se fizemos ou não um trabalho adequado são as mulheres que leram o quadrinho, penso que na balança o saldo foi positivo, já que a maioria das respostas foi muito boa. O fato é que eu sentia que num segundo volume muitas coisas deveriam mudar.

Há uma mudança brusca no tom deste novo quadrinho em comparação ao anterior. Parte disso está relacionado com o deslocamento do cenário do Velho Oeste Americano para a Inglaterra Vitoriana, mas as coisas vão bem além disso. "Choque do futuro", de alguma forma, reflete as modificações pelas quais o país e este escritor que vos fala passaram nos últimos quatro anos. O principal antagonista da história luta principalmente contra uma mudança no status quo, o que permitiria que o time de protagonistas (agora mais do que duas!) participasse no mundo moderno que se forma no universo de Steampunk Ladies. Não sei se vocês vão curtir esta aventura, mas pelo menos sei que o coração dela está apontado na direção certa.

Pode ser uma experiência mais legal ler os volumes em sequência, mas adianto que não é necessário ler o primeiro volume para entender o segundo. Pode até ser interessante inverter a ordem das histórias, começando com este segundo e entendendo o primeiro volume como um prequel (se Star Wars pode ter várias formas de ver sua cronologia, eu também posso). De qualquer forma, quem quiser adquirir esta nova edição já pode clicar aqui e comprar no site da Editora Draco. Para quem estará na CCXP - Comic Con Experience, que acontece de 5 a 8 de dezembro em São Paulo, pode pegar diretamente comigo na MESA F08 da Artists' Alley.


 


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Por falar em CCXP, no evento estarei dividindo mesa com o ilustrador Jon Bosco (conheçam o incrível trabalho dele!). Além de Steampunk Ladies: Choque do futuro (que será lançada no evento), ainda vou estar com Cangaço Overdrive e mais um monte de coisinhas (prints com as capas dos meus quadrinhos, coletâneas que participei, cordéis etc.). Pra quem é de fora do Ceará, é uma oportunidade única de bater um papo comigo e conseguir uma dedicatória em um dos meus trabalhos.


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E se ano passado eu cheguei em SP direto para a CCXP, dessa vez eu consegui me organizar para estar por lá um pouco mais cedo. Um dos grandes motivos é o Draco Spirit Fest, aniversário de 10 anos da Editora Draco, minha casa editorial desde 2013. Vai ser uma celebração ao #dracospirit, com direito a show do meu conterrâneo Jonnata Doll, um dos grandes nomes da música indie brasileira atual. Vai ser no dia 30 de novembro (sábado), a partir das 17h, no Sebo Clepsidra (Loja 2).


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Outra novidade é que volto mais uma vez para uma oficina de férias no Estúdio Daniel Brandão (em Fortaleza). Dessa vez, o tema será "Narrativa da Escrita" e o objetivo é discutir temas referentes à criação de histórias nas mais diversas mídias (focando um pouquinho nas histórias em quadrinhos). A oficina é parte do programa "As Artes Narrativas", que ainda terá as oficinas "Narrativa do Desenho" (com Daniel Brandão) e "Narrativa das Cores" (com Juliana Rabelo). A minha oficina é logo na segunda semana de 2020 (6 a 10 de janeiro, para ser mais exato), o que é massa para quem vai colocar nas resoluções de ano novo escrever um livro ou produzir uma HQ. Você pode fazer uma oficina só ou fazer todas e aproveitar um desconto na inscrição. Inscrições e mais informações pelo e-mail estudiodanielbrandao@gmail.com ou pelo telefone (85) 3264.0051. As aulas serão presenciais na sede do estúdio, na Torre Empresarial Del Passeo (Av. Santos Dumont).



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21 de dez. de 2018

CCXP: como é estar no coração do evento (Lista do Zé #20)

FOTO: Autógrafos na mais perfeita ergonomia na Alley da CCXP.


Olá, olá!

Este ano lancei um quadrinho novo e já emendei a divulgação dele com a participação na Comic Con Experience, mais conhecida como CCXP, o que deixou esse semestre bem intenso. Por sinal, vou falar um pouquinho nesse texto da experiência de expor no evento e de participar como artista em convenções do tipo. Vai!

No coração do entretenimento brasileiro


Só no quinto ano de realização consegui participar pela primeira vez da CCXP, grande evento de entretenimento encabeçado pelo site Omelete e pela agência Chiaroscuro Studios (além de vários outros parceiros). Embora nunca tenha participado de eventos do tipo fora do Brasil, sei pelos depoimentos dos organizadores que a CCXP é baseada em eventos como a San Diego Comic Con e a New York Comic Con. O comic no nome já denuncia que os quadrinhos tiveram papel importante na origem desses eventos, mas já lá fora os estúdios de cinema (e agora também de televisão) vêm conquistando os maiores espaços de exposição. Aqui no Brasil não é diferente: nossa versão brasileira de uma grande convenção já é marcada pela divulgação dos grandes blockbusters vindouros. Mas os quadrinhos resistem e estavam representados nesta CCXP na participação de editoras como Panini, JBC e Jambô e ainda pela imensa Artists’ Alley, local onde se concentram os chamados artistas independentes (eu poderia fazer um texto inteiro sobre o uso do termo “independente” aqui, mas vou deixar pra uma próxima vez).

Há uma seleção acirrada pelo espaço na AA da CCXP. Foram aproximadamente 540 selecionados entre mais de 1.000 inscrições. Nós pagamos para ter um espaço lá, um valor que, embora venha crescendo ano a ano, ainda é menor do que o valor dos ingressos de quem vai apenas pra curtir. Para os artistas a CCXP é trabalho PESADO. Por contrato não podemos abandonar nosso espaço no evento. Embora na maioria dos casos as mesas do AA sejam duplas e permitam um rodízio (e este ano tive a companhia incrível do roteirista e letrista das estrelas Deyvison Manes), dificilmente quem está lá quer se ausentar do seu espaço, já que isso significa perder vendas (e num evento gigante como a CCXP, é pouco provável que alguém faça o mesmo caminho duas vezes). Em um dos dias, fora pequenos intervalos para banheiro e lanche, cheguei a ficar 10 HORAS na minha mesa em atividade intensa. Por que se os grandes nomes internacionais (alguns brasileiros, inclusive) podem se dar ao luxo de ficar sentados esperando as filas de autógrafo se formarem na sua frente, para a maior parte dos autores uma nova função na sua carreira precisa ser desenvolvida neste período de cinco dias de evento: VENDEDOR.

A maior parte do público passante da CCXP não consome quadrinhos. Muitos estão cientes da existência de grandes personagens dos quadrinhos, como Capitão América, Homem de Ferro e Superman, mas muito por conta dos filmes dos cinemas ou dos milhares de produtos licenciados (ou não). É nesse momento que o artista da AA precisa se apresentar e em alguns momentos até abordar algum curioso na frente da mesa para vender seu trabalho. Sei que para alguns colegas fazer isso é algo impensável e que os incomoda bastante. Eu meio que venho perdendo esta vergonha de evento pra evento, especialmente quando percebi que o que ganho desse contato é imenso, tanto na possível conversão da compra quanto num feedback imediato.

Nesta CCXP percebi o grande acerto que foi a criação do conceito de Cangaço Overdrive, que acabou sendo uma das grandes lições do evento. Misturar cangaceiros e ficção científica (além da sacada do nome do projeto e da belíssima capa feita pelo Daniel Canedo) gerou um grande número de pessoas parando em frente à minha mesa. Mas nem só de abordagens a curiosos foi feito o meu evento. Todo o trabalho que venho desenvolvendo nestes mais de dez anos fazendo quadrinhos trouxe à minha mesa muita gente que queria me conhecer e até mesmo completar a sua “estante do Zé”. Cada elogio e cada “esperando a continuação” que recebia gerava uma energia inexplicável (também conhecida como “quentinho no coração”). Contou também ao meu favor todo esforço de divulgação que fizemos, em mais uma parceria de sucesso com a Editora Draco, no decorrer de 2018. Além do buzz gerado nos primeiros meses de lançamento, antes do evento conseguimos alguns espaços importantes em veículos conhecidos em matérias com “quadrinhos indicados para conhecer no evento”. E aí vem o outro aprendizado: qual o melhor momento para fazer um lançamento de quadrinhos?

Primeiro tenho que destacar que, mesmo com toda minha organização para o evento, houve um ponto falho. O segundo volume de Steampunk Ladies deveria ser o meu lançamento para o evento, mas acabamos adiando o lançamento para não comprometer a qualidade do produto final. Lançado há mais de seis meses, Cangaço Overdrive acabou tendo que ocupar este lugar. Eu, que sempre evitei lançar meus quadrinhos próximo a grandes eventos por conta da grande concorrência no período (um dia também escrevo sobre isso), percebi o quanto seria vantajoso ter algo recente na CCXP. Meu estoque pessoal estava baixo (e preciso dizer que voltei para casa praticamente sem NADA do que levei). A situação só não foi pior por conta do apoio imprescindível que recebi da editora. Não acho que seja assim para todos os artistas, tanto que conheço colegas que não tiveram sua expectativa de vendas atendida no evento. Há algumas variáveis aí, mas penso que a maioria delas está relacionada com a habilidade que o artista tem para divulgar suas obras. Conta a meu favor minha dedicação nessa área e minha experiência profissional com marketing (meu trabalho na “vida real”). Como autor foi legal ver a saída e o interesse nas minhas obras. E olha que já fui a eventos em que eu tinha que me desdobrar para carregar de volta a maior parte do estoque que tinha levado... Pra minha sorte, a CCXP se confirmou como um local para vender, com um público sedento em consumir novidades.

Fico feliz por ter conseguido participar do evento. Meu ano foi conturbado e cheguei a desistir de ir ao evento no início do semestre. Há muito investimento envolvido nesta viagem de mais 3.000 km e a grana despendida, apesar de alta, nem é o maior dos gastos. Conciliar a vida profissional e pessoal sem muitas certezas dos retornos criam uma espécie de estresse pré-evento. Para estar na CCXP, abri mão, por exemplo, da festinha de final de ano da escola das minhas filhas, o que me gerou uma culpa enorme enquanto estava em São Paulo. E aí vale destacar o GRANDE apoio que recebi da minha esposa para encarar esta aventura. Felizmente, o resultado desta jornada foi a substituição do estresse pré-evento por uma satisfação pós-evento. Uma boa maneira de dar fim a 2018.

P.S. IMPORTANTE: nunca mude seu cabelo antes de um evento desse por que muita gente não vai te reconhecer.

Detalhe da minha mesa na CCXP 2018.


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Lá no Facebook (ou o que ainda resta dele) criei uma página, mais para poder atender a algumas necessidades de divulgação usando anúncios. Se você é um dos resistentes que ainda usam a rede, aproveita pra curtir: fb.com/zewellington (inclusive você pode deixar um comentário sobre esse texto no post dele lá).

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Ah, estou colocando tudo que leio nos meus perfis no Skoob (me sigam também no meu perfil de autor) e Goodreads e o que assisto está indo pro Filmow. Cliquem nos links e me adicionem por lá.

Já leu Quem Matou João Ninguém?, Steampunk Ladies ou Cangaço Overdrive? Que tal ir lá na Amazon e avaliá-los? Ajude a espalhar a palavra do Zé!
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Só vem, 2019!