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4 de jul. de 2011

Avarento!

Capa da antologia VII Demônios - Avareza, da Editora Estronho.
Mais uma antologia sai com meu nome, provavelmente ainda esse ano. Trata-se de mais um livro da Editora Estronho. A coleção VII Demônios é formada por sete livros de contos, cada um sobre um pecado capital. Entrarei no volume dedicado à Avareza. Conheça todos os autores deste volume: Chico Pascoal (Os doze apóstolos), Erivelton Clarindo Gomes (O tesouro do Mão Furada), Fábio D´Oliveira (Pérfido), Felipe Castilho (O dono da rua), Ghad Arddhu (Segredos sob a Égide de Mercúrio), Lemos Milani (A maleta preta), Luciano Milici (Academia inferno), Raphael Montes (O porquinho de porcelana da vovó), Rodolfo Santos (É tudo meu), Thiago Vieira (Sua Bethânia), Valentina Silva Ferreira (Águas malditas), ViviFerr (Carmen) e Zé Wellington (O trágico destino do colecionador de riquezas). Não perca as contas, são quatro antologias com trabalhos meus a serem publicadas esse ano: Quadrinhos em História (Editora Multifoco), Histórias Fantásticas - Volume 3 (Cidade Editorial), História Fantástica do Brasil (Editora Estronho) e VII Demônios - Avareza (Editora Estronho).

Depois dessa coletânea, vou interromper provisoriamente minha participação em seleções de literatura e me voltar para o lançamento do novo trabalho da Sobre o Fim (por sinal, você já deu um pulo no site para escutar a nova música?) e a conclusão de dois grandes projetos em quadrinhos. Mais novidades em breve...

E para não perder o post, fica o convite para I Sobral Pró Rock, show gratuito que acontece nesse sábado na Margem Esquerda. Abaixo o cartaz com mais informações.


19 de jun. de 2011

26 de mai. de 2011

Tiradentes e metalcore

Capa do livro História Fantástica do Brasil - Inconfidência mineira.
Recebi, com muita satisfação, a notícia de que fui selecionado para a antologia História Fantástica do Brasil - Inconfidência mineira, da Estronho Editora. O objetivo da coletânea era juntar textos que tivessem como base a Conjuração Mineira (ou Inconfidência), mas utilizando elementos da literatura fantástica. Depois de muita pesquisa, acabei por criar uma versão frankensteiniana da frustrada tentativa de revolução que ocorreu no final do século XVIII em Minas Gerais. O livro terá contos ainda de A. Z. Cordenonsi, Amanda Reznor, Chico Pascoal, Davi M. Gonzales, Goldfield e Jota Marques, com organização de M. D. Amado e Celly Borges. O prefácio fica por conta de Gabriel Perboni, do site Histórica, que, coincidentemente, me forneceu a maior parte da pesquisa para meu conto, através do podcast Visão Histórica 019 – Tiradentes: Herói ou traidor?. A seleção para esse livro me deixou duplamente feliz. Primeiro por publicar meu primeiro trabalho com a Estronho & Esquésito, site que desde sempre vem contribuído com a fantasia e ficção brasileiras e dando oportunidade para os novos autores da literatura de gênero. Segundo por ser prefaciado por alguém do Histórica, um site desde já recomendadíssimo, que descomplica a história e do qual eu já deveria ter falado aqui no blog.

E tem mais novidades: finalmente está terminado o processo de gravação do Epílogo, novo trabalho da Sobre o Fim. Estamos acertando os detalhes finais para o lançamento deste EP, gravado e mixado pelo Leonardo Kenji, no Darma Produções, em Fortaleza, e masterizado por Bill Henderson (ex-Thursday), no Azimuth Masteering, nos Estados Unidos. Enquanto ele não fica pronto, deixo o convite para nossa próxima apresentação, na nossa cidade natal, o Festival Sonora Rock, show que marca o retorno da Casa de Rock Produções, do meu amigo Quintino Neto, ao cenário musical independente cearense. Mais informações clicando na imagem abaixo.

Cartaz do Festival Sonora Rock.

3 de mai. de 2011

Sobre a exaltação do assassinato


Retirado do blog Movimento Zeitgeist:

Movimento Zeitgeist: Resposta à Mídia; Morte de Osama bin Laden


Em 1º maio de 2011, o presidente Barack Obama apareceu na televisão norte-americana em cadeia nacional, com o anúncio espontâneo de que Osama bin Laden, o suposto organizador dos trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, foi morto por forças militares no Paquistão.

Logo em seguida uma grande reação da mídia ocorreu em praticamente todas as redes de televisão, no que só poderia ser descrito como a exibição de uma celebração grotesca, reflexo de um nível de imaturidade emocional que beira a psicose cultural. O retrato de pessoas correndo pelas ruas de Nova York e Washington entoando slogans jingoístas americanos, acenando suas bandeiras como membros de algum culto, louvando a morte de outro ser humano, revela ainda outra camada desta doença que chamamos de sociedade moderna.

Não é o foco desta resposta abordar o uso político de tal evento ou iluminar a orquestração encenada de como a percepção pública seria controlada pela grande mídia e pelo governo dos Estados Unidos. Este artigo trata de expressar a irracionalidade bruta aparente e como nossa cultura torna-se tão facilmente obcecada e carregada emocionalmente em relação à simbologia superficial, e não com os verdadeiros problemas de raiz, suas soluções ou considerações racionais de circunstância.

O primeiro e mais óbvio ponto é que a morte de Osama bin Laden não significa nada quando se trata do problema do terrorismo internacional. Sua morte simplesmente serve como catarse para uma cultura que tem uma fixação neurótica em vingança e retaliação. O próprio fato de que o governo que, do ponto de vista psicológico, sempre serviu como uma figura paterna para seus cidadãos, reforça a idéia de que assassinar pessoas é uma solução, deveria bastar para que a maioria de nós fizesse uma pausa e refletisse sobre a qualidade dos valores provenientes do próprio zeitgeist.

No entanto, além das distorções emocionais e do padrão trágico e vingativo de recompensar a continuação da divisão humana e da violência, há uma reflexão mais prática em relação ao real problema e a importância desse problema quanto à sua prioridade.

A morte de qualquer ser humano é de uma conseqüência imensurável na sociedade. Nunca é apenas a morte do indivíduo. É a morte de relacionamentos, companheirismo, apoio e da integridade dos ambientes familiar e comunitário. As mortes desnecessárias de 3.000 pessoas em 11 de setembro de 2001 não são nem mais nem menos importantes do que as mortes daqueles durante as guerras mundiais, através de câncer e doenças, acidentes ou qualquer outra coisa.

Como sociedade, é seguro dizer que nós buscamos um mundo que estrategicamente limite todas as consequências desnecessárias através de abordagens sociais que permitam a maior segurança que nossa engenhosidade possa criar. É neste contexto que a obsessão neurótica com os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 tornou-se gravemente insultante e prejudicial ao progresso. Criou-se um ambiente em que quantidades ultrajantes de dinheiro, recursos e energia são gastos na busca e destruição de subculturas muito pequenas de seres humanos que apresentam diferenças ideológicas e agem sobre essas diferenças através da violência.

Ainda assim, apenas nos Estados Unidos, a cada ano cerca de 30.000 pessoas morrem em acidentes automobilísticos, a maioria dos quais poderiam ser evitados por mudanças estruturais muito simples. Isso são dez “11 de setembro” a cada ano… mas ninguém parece lamentar esta epidemia. Da mesma forma, mais de 1 milhão de americanos morrem de doenças cardíacas e câncer por ano – cujas causas atualmente são, em sua maioria, facilmente ligadas a influências ambientais. No entanto, independentemente dos mais de 330 “11 de setembro” que ocorrem a cada ano neste contexto, as alocações de orçamentos públicos para pesquisas sobre estas doenças são apenas uma fração do dinheiro gasto em operações “anti-terrorismo”.

Tal lista poderia aumentar indefinidamente no que diz respeito à perversão de prioridades quando se trata do verdadeiro significado de salvar e proteger a vida humana, e espero que muitos possam reconhecer o grave desequilíbrio que temos em mãos, quanto aos nossos valores.

Então, voltando ao ponto de vingança e retaliação, vou concluir esta resposta com uma citação do Dr. Martin Luther King Jr., provavelmente a mais brilhante mente intuitiva quando se tratava de conflitos e do poder da não-violência. Em 15 de setembro de 1963, uma igreja em Birmingham, no Alabama, foi bombardeada, o que causou a morte de quatro meninas que frequentavam as aulas de educação religiosa aos domingos.

Em um discurso público, o Dr. King declarou:
“O que assassinou as quatro meninas? Olhe ao seu redor. Você vai ver que muitas pessoas que você jamais imaginaria capazes participaram deste ato de maldade. Portanto, esta noite todos nós precisamos sair daqui com uma nova determinação de luta. Deus tem uma tarefa para nós. Talvez a nossa missão seja salvar a alma dos Estados Unidos. Não podemos salvar a alma desta nação atirando tijolos. Não podemos salvar a alma desta nação pegando nossas munições e saindo disparando com armas físicas. Temos que saber que temos algo muito mais poderoso. Basta adotar a munição do amor.”
– Dr. Martin Luther King, 1963

Por Peter Joseph.

5 de abr. de 2011

O III MAISHQ rola nesse final de semana!

Um ano depois do início desse ousado projeto, o MAISHQ chega à sua terceira edição no próximo final de semana, dias 9 e 10 de abril. Com o intuito de aproximar os quadrinistas sobralenses de profissionais de outras cidades, o III MAISHQ traz pela terceira vez a presença de JJ Marreiro, além de amigo, um grande profissional, conhecido como um dos editores do fanzine Manicomics (três vezes melhor fanzine do Brasil pelo Troféu HQMIX) e que recentemente participou do MSP+50 (Maurício de Sousa por mais 50 artistas), como um dos representantes cearenses. Além dele contaremos com Geraldo Borges, que também participou da primeira edição do evento, atualmente prestando serviços para a DC Comics em títulos ligados à Liga da Justiça e à Mulher-Maravilha. Outro "veterano" no evento é o desenhista Wagner Nogueira, parceiraço meu que esteve no primeiro evento, um talento nascido em Russas, mas que atualmente reside em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e que tem um título lançado em vários países, N´ROLL, e larga experiência como ajudante de desenhistas com trabalhos publicados em editoras do exterior. Acompanhando esse timaço ainda contaremos com Fernando Lima, desenhista fortalezense e um dos fundadores do Armagem Herética. Mais uma cambada de profissionais de fora devem estar desembarcando por aqui, sem contar meus colegas do Gattai Zine. Enfim, uma oportunidade única para quem faz quadrinhos e mora na região! Conheça a programação abaixo:

SÁBADO (09/04)
10h – Desenho: anatomia básica – Wescleyb/Camila Nágila (Sobral/CE)
14h – Roteiro: como escrever histórias curtas – Fernando Lima (Fortaleza/CE)
15h30 – Narrativa em quadrinhos – Wagner Nogueira (Mossoró/RN)
17h – Encerramento

DOMINGO (10/04)
10h – Anatomia mangá x anatomia comics – JJ Marreiro/Geraldo Borges (Fortaleza/CE)
13h – Diagramação e Balonização – Anderson Freitas (Sobral/CE)
14h – Lançamentos – Gattai Zine #8 (Zé Wellington, Wescleyb e Demétrio Braga) e Herói Z – Coleção Ambar #1 (JJ Marreiro e Fernando Lima)
14h30 – Debate Final com vários artistas – Produção independente: um primeiro passo importante para o futuro profissional?
17h – Encerramento

O III MAISHQ é uma realização do Grupo Gattai em parceria com o FAMS 4, que acontece no Centro de Convenções de Sobral. O FAMS 4 tem início a partir das 9h da manhã e conta também com atrações nas áreas de RPG, Magic e Cosplay, além de exibição de animês e muito mais.


Mais informações:
http://www.maishqsobral.blogspot.com/
http://www.portalfams.com.br/

23 de jan. de 2011

6 de jan. de 2011

Bem vindo, 2011!

HQ Rafaga em exposição na 11ª FEIRA HQ, em Teresina.
2010 foi um puta ano, como eu já pude dizer num post anterior. 2011 começa sem que eu prometa nada, mas já me prometendo um bocado de coisas. Para o primeiro semestre são duas coletâneas com trabalhos meus. A primeira chama-se Histórias Fantásticas, onde tive um conto selecionado para o volume 3. O livro é organizado pela escritora Georgette Silen e será lançado pela Editora Cidadela. O conto se chama PRR: Resultado de um inquérito e é uma fantasia bem brasileira. No final do post vai um trechinho. A outra coletânea, já anunciada no blog, é a Quadrinhos em História, da Editora Multifoco, onde participo com uma história em quadrinhos em parceria com André Pinheiro, desenhista de Limoeiro do Norte. É uma história sobre a vida na favela. Engraçado que escrevi esse texto antes da invasão do Complexo do Alemão, mas a história acaba tendo muito a ver com esse episódio. Essa HQ, junto com Rafaga - Prólogo, foi também selecionada para exposição na 11ª Feira HQ, que aconteceu um outubro de 2010, em Teresina, Piauí, fato que eu ainda não tinha comentado no blog.

Várias outras coisas estão em produção, entre elas parcerias em quadrinhos com Rob Lean, Douglas Dias e Wagner Nogueira, além de um romance. Este último é minha primeira tentativa de um texto longo de ficção, uma idéia que comecei a esboçar no ano de 2007 e que retomo agora com a meta de terminar até o final deste ano. Quem sabe 2012 não começa com uma notícia do meu primeiro livro?






Capa da antologia Histórias Fantásticas - volume 3.


Trecho do conto: PRR: Resultado de um inquérito, de Zé Wellington.

Impressionado, Daniel Villa-Lobos cruzava aqueles quilômetros de floresta. Em meio à selva de pedra em que havia se transformado a Amazônia, aquele território havia se tornado o único ponto verde na foto via satélite. Mas eu não vim aqui pra contar árvores. Enquanto avançava pela estrada, Daniel lembrava como Ari tinha um jeito estranho, o tipo de cara que raramente sorria, deixando em dúvida se a piada tinha sido ruim ou se ele não tinha entendido. Daniel atravessava o jardim de imensas árvores e flores tropicais que recepcionava os visitantes da PRR Indústrias, uma das maiores empresas do país.

De súbito, o brilho dos vidros que recobriam o prédio da PRR interrompeu o verde natural: um colosso de pelo menos cem andares enraizado na mata fechada. Daniel adentrou o edifício encontrando um saguão vazio com um elevador que o convidava a deixar aquele ambiente silencioso. Antes que pudesse clicar no botão que ordenava a máquina a buscá-lo no andar térreo, a porta já se abria. Do seu interior surgiu um irritado senhor de menos de um metro de altura.

– Não sei como consegue, ele sempre me passa a perna! Sua única perna! – praguejava o pequeno ser enquanto cruzava o saguão. Por um instante Daniel pareceu notar uma estranha peculiaridade: os pés do anão eram virados para trás. Sua mente não conseguiu deixar de imaginar algum filme jodorowskiano.

Em alguns instantes Daniel chegava à cobertura do edifício, que abrigava um grande salão. À sua frente uma bela moça cantarolava baixo uma canção, enquanto digitava freneticamente em seu notebook.

– Tenho uma reunião com o seu Isac Lobato. – disse para a secretaria, que demorou um pouco até perceber a presença do rapaz e parar de cantar.

– Claro, seu Daniel! – assustou-se, tirando pequenos fones do ouvido – Ele já o aguarda. – respondeu com uma voz aveludada, que quase acariciava o cérebro do rapaz.

O contato com a moça o lembrou de Ari, que tinha um jeito estranho de olhar os outros, nunca encarando alguém por mais de dez segundos.

Uma grande porta separava Daniel do empresário Isac Lobato. Ao cruzá-la o jovem Villa-Lobos deparou-se com um belo escritório com móveis em madeira. Um vitral, com pelo menos cinco metros de altura e vista para a floresta particular da PRR, se erguia ao fundo completando o cenário. Um homem de cabelos grisalhos olhava por ele compenetradamente.

– A que devo o prazer de recebê-lo aqui, Sr. Villa-Lobos? – atirou Isac Lobato, em um tom ríspido, temperado com uma pitada de ironia.

– Acho que o senhor sabe muito bem o que vim fazer aqui, seu Isac. – salpicou Daniel.

– Por que não refresca a minha memória, Daniel... Acho que depois de tantas visitas já posso chamá-lo de Daniel, certo? – a ironia já parecia ser o ingrediente principal das palavras do empresário.

O jovem aproximou-se de Isac e lançou uma pasta sobre a mesa. As fotos que ali estavam saíram quase como ensaiadas, uma sobre a outra, criando um macabro baralho de imagens que tinham como personagem central um homem morto em um matagal. Viam-se grandes marcas no pescoço do cadáver. A cabeça estava ao lado do corpo, completamente dilacerada e coberta por uma gosma que lembrava uma mistura de saliva e sangue. Ari estava irreconhecível. Naquele momento Daniel lembrava como o amigo reagia ao toque das pessoas, como se recebesse uma descarga elétrica.

(Continua no livro Histórias Fantásticas - Volume 3)

6 de dez. de 2010

Missão dada...

 Tropa de Elite 2 é um filme pertubador. Antes fosse pelas cenas de violência ou pelo realismo exagerado (se é que existe exagero no real). Tropa 2 pertuba por que faz pensar. Desde o primeiro filme Capitão Nascimento, personagem principal que já ganha status de herói nacional, é muito claro na sua mensagem "chuta-bundas", criticando passeatas contra a violência e questionando o posicionamento daqueles que se dizem em defesa dos direitos humanos. Acredito que não seja um posicionamento dos realizadores do filme, mas deste personagem, que na vida real seria encarado como um verdadeiro troglodita, de métodos e ações questionáveis. Participar de movimentos pró-Direitos Humanos parece, entre a parcela mais informada da população brasileira, o caminho mais lógico a se tomar e é algo difícil de se contestar (já imaginou se fosse um familiar seu preso?). Mas que solução essa parcela informada da população aponta para eliminar a violência gerada pelo tráfico de drogas no Brasil? O tapa na cara destes (dos quais parte não deixa de acender o "cigarrinho do diabo" no final de semana) proporcionado pelo filme é evidente. Enquanto se discute sobre a legitimidade de ações mais "enérgicas" contra bandidos, o brasileiro se FODE e não pode ser livre nem dentro do seu próprio bairro, como bem explica a história em quadrinhos criada pelo Felipe, do blog Tiras Experimentais. Quem dera Tropa de Elite 2 fosse exageradamente realista, pois quem sabe toda essa história de invasão do Complexo do Alemão seria apenas uma grande ação de marketing do filme.

28 de out. de 2010

Querido blog,

 ...sei que tenho sido um garoto muito mau, pois nos últimos meses mal tenho olhado pra você. Também pudera, querido blog, a correria foi insana nesses tempos! A Sobre o Fim, minha querida banda, engatou uma sequência de shows, incluindo TRÊS shows seguidos em Sobral, minha querida cidade natal. 2010 já é o ano com o maior número de shows da nossa história. E ainda tem pelo menos mais um para acontecer.

Foi um ano agitado também no que diz respeito a quadrinhos, querido blog. Foi uma felicidade grandiosa receber uma indicação ao Troféu HQMIX, um dos mais importantes prêmios sobre história em quadrinhos do Brasil, por Interludio, uma parceria com Sílvio Romero, Demétrio Braga, André Pinheiro e Camila Nágila. Ok, querido blog, eu não ganhei, mas você sabe o que é ser indicado por um trabalho que foi lançado apenas virtualmente? Já foi bom demais. E ainda tem mais. Rafaga, um trabalho em conjunto com o amigo Demétrio Braga (ele de novo) ganhou espaço na Quadrix Comics e já está à venda. Para completar, Covardia, trabalho com o parceiro André Pinheiro (ele também de novo), foi selecionado para figurar na coletânea Quadrinhos em História, a ser lançada em breve pela Editora Multifoco em todas as livrarias do país. Isso fora o Gattai Zine, fanzine que edito. Serão pelo menos três lançados até dezembro. Nunca tínhamos lançado tantos num ano só.

É, querido blog, eu estive ocupado TRABALHANDO com o que gosto. E esse último final de semana guardaria a cereja do bolo. Querido blog, você já teve algo que gostou MUITO de fazer, mas por motivo de força maior foi OBRIGADO a interromper? Pois é, eu tive, se chamava MASA. Não vem ao caso agora os motivos de eu o ter parado, mas finalmente re-realizei (se posso dizer assim) o sonho de fazer o MASA acontecer, agora de cara nova, como Mundo MASA, envolvendo os tradicionais animês com quadrinhos, música, cinema... Bom, foi legal demais estar a frente novamente de algo assim.

Viu? Eu precisava me dedicar a essas coisas. Espero que possa entender minha ausência. Não vou prometer estar mais aqui, por que esse papo cansa. Mas prometo estar aqui divulgando cada pequena conquista com você.

Até mais ver.

Zé

P.S.: querido blog, já estou providenciando uma carinha melhor para você também.

26 de set. de 2010