
PROGRAMAÇÃO DA FEIRA DA MÚSICA


Certa madrugada, a lua cheia imponente ilustrava o céu. Eu fazia minha ronda dentro da casa-grande como vigia. Como todas as outras vezes, flagrei Jorge abandonando seu quarto para o tradicional assédio as negras na senzala. O sono de Rita também era inquieto. Vestida apenas de uma camisola longa, com detalhes bordados quase transparentes, a filha do senhor começava a me provocar da porta do quarto de Lúcio. Suas madeixas claras caíam sobre seus dois pequenos e curvilíneos seios, que vazavam as pontas escuras dos seus mamilos. Entediada com a escala no quarto do irmão mais novo, ela entrava e saia do cômodo repetitivamente, e meus brios masculinos já começavam a perturbar. Desde a captura na África eu estava privado do contato com mulheres. Em verdade, nenhuma mulher havia me interessado como Umaiame havia feito. Com Rita não era diferente, pois a sua cor branca, afinal toda aquela opressão também nos fazia um tanto preconceituosos, e seu jeito oferecido não perfilavam meu tipo de esposa àquela época.
– Sebastião, tem uma ratazana no meu quarto... Tira essa nojenta daqui! – ordenava a senhorinha.
Nada eu podia fazer mais a não ser obedecê-la. Eu sabia que o rato ali era eu, entrando direto na ratoeira do destino.
Parado dentro do quarto, assisti Rita se despindo. Mesmo com apenas dezesseis anos, seu corpo estava quase completamente formado. Podia talvez alcançar os dois extremos de sua cintura com uma mão, de tão fina que era sua silhueta. Seus movimentos eram lentos e sedutores. Minha respiração acelerava, quando ela se aproximou de mim, desatando o cordão que segurava minha calça.
– Na próxima semana vou-me embora do engenho com meu irmão. Não verei um só macho durante longos anos. Não é um desperdício? – Rita tocava-se – Também é um desperdício um negro como tu. – disse a moça dando uma volta em torno de mim, que continuava paralisado, evitando o confronto com os olhos da menina – Disseram que tu eras príncipe na África. Agora entendo toda a tua majestade... – foram as últimas palavras de Rita, antes que eu a jogasse na cama e caísse por cima dela.
Não podia mais suportar aquele joguete da senhorinha. A abstinência a que eu havia me prostrado fez com que eu desse a ela o mais puro sexo. Rita não era virgem. Na certa, algum capataz mais corajoso do que eu já tinha se aventurado nas curvas do seu corpo. Ou mais de um. Ela sem dúvida sabia o que estava fazendo ali.
Entretido nos braços de Rita, não percebi que, subitamente, seu irmão mais velho invadia o quarto. Descamisado e ofegante, Jorge tinha em seus braços uma negra desacordada e seminua coberta de sangue.
– Rita, o que fazes que não vigias Lúcio... – Jorge subitamente interrompeu sua fala ao me ver por cima de Rita – Nêgo vagabundo, como ousa... – Jorge soltou a escrava, que desabou no chão, e me arrancou da cama, me jogando no canto do quarto.
Rita parecia assustada, mas apenas observou, sem protestar em minha defesa. Lúcio agarrou a irmã pelo braço e puxou-a para fora do quarto.
– Logo papai saberá como castigá-la por tamanho pecado, mas por agora tu me ajudas a conter Lúcio... Ele está pior do que o normal... Quanto a tu, negro – voltou-se para mim – terás também tua punição.
Ao proferir essas últimas palavras, Lúcio bateu a porta do quarto de Rita com força, e o barulho que se ouviu a seguir pareceu ser da chave na fechadura. Eu estava trancafiado. Corri para a janela, que, além da porta, era a única abertura do quarto. Logo percebi que não me serviria como rota de fuga, por estar no andar de cima do casarão de Antônio Maria. De lá, no entanto, me chamou a atenção a grande lua cheia que despontava naquela noite, um prefácio do que estava por vir. Pude ver ainda mais ao olhar para o térreo.
Espreitando sob as sombras, reconheci um vulto entre vários outros, armado com um pedaço de bambu. Do lado de fora, o negro Francisco preparava a revolta que há tempos tramara. Depois que comecei a morar com os capatazes, havia perdido o contato com a senzala, mas sabia que o motim logo se realizaria. Além dos escravos, vi pessoas não tão fortes e de peles menos escuras. Eram índios. Francisco provavelmente havia feito uma aliança com os nativos, que buscavam vingança. Um massacre tramado para um dia de lua cheia.
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA
Texto por Zé Wellington.
Meu serviço na casa-grande era claro: vigiar os pertences de Antônio Maria e ajudar os capatazes a capturar escravos fugitivos. Eu saia do posto de escravo, inclusive não dormindo mais na senzala, e era elevado a capataz. Minha nova casa era junto dos meus colegas de trabalho. Mas achar que aquilo traria algum conforto a minha vida era pura ilusão. Dividia quarto com o capataz que fracassara na defesa do senhor de engenho, que me olhava com desdém sempre que nos cruzávamos. Os outros capatazes não ficavam para trás e não concordavam com um negro entre mamelucos. Como se não bastasse isso, meus ex-companheiros de senzala me condenavam por eu fazer parte das caçadas aos negros fugitivos.
Restava a mim uma vida solitária, resignada aos serviços, principalmente, no interior da casa-grande. Em alguns meses já estava a par das rotinas da casa e dos familiares do meu senhor. Jorge, por exemplo, trabalhava duro com o pai no engenho. Era um garoto com os hormônios à flor da pele, como se costuma dizer, e não aceitava que teria que se tornar padre, como queria Antônio Maria. Entraria no seminário em alguns dias, o que vez ou outra o revoltava e provocava grandes discussões à mesa. Já Rita parecia aceitar melhor a vida religiosa. Tinha uma beleza provocadora, que sabia usar despudoradamente. Freqüentemente se oferecia aos capatazes, que, mesmo tentados, sabiam que poderiam estar assinando seu contrato de morte e evitavam maiores intimidades. Mesmo dentro da casa-grande, pouco sabia a respeito do filho mais novo. As histórias da senzala realmente não eram exageradas. Lúcio, como era chamado, vivia enclausurado no seu quarto. Por motivo que eu desconhecia, ele não comia a mesa com o pai e os irmãos. Sua face era um mistério, e poucas vezes eu vira a porta do seu cômodo se abrir, exceto para a entrada de seu pai ou um de seus irmãos, que se revezavam nos seus cuidados. Quaisquer outras pessoas não tinham autorização para entrar ali. Tanto em seu quarto como nos demais da casa, imagens, crucifixos e todo tipo de acessório religioso preenchiam as portas e as paredes. Ficava imaginando se Antônio Maria não teria atribuído à religião, ou a falta dela, a morte de sua esposa e de seu primogênito. Sobre essa história, inclusive, alguns boatos corriam na casa.
O primeiro a se dizer era que esse tema era proibido na casa-grande. A última escrava que havia apenas pronunciado o nome de Lúcio à mesa havia sido chicoteada no tronco durante toda uma noite. Em rodas de conversa na cozinha, escutava as escravas sussurrando a história da família. Há poucos meses o senhor de engenho e seus familiares haviam chegado de uma viagem a Portugal que havia durado mais de dez anos. Durante esse tempo, a família vivera em Lisboa, e Antônio Maria apenas esporadicamente viajava ao Brasil, para se assegurar de que tudo estava em ordem em seu engenho.
Seria uma viagem a passeio que duraria alguns meses, não fosse uma repentina doença rara que acometeria Pedro, filho mais velho de Antônio Maria, na época ainda uma criança. Tendo consciência de que na Europa disporia de melhores recursos médicos, a família inteira decidiu ficar para que Pedro se tratasse. As escravas contam que durante a doença de Pedro, sua mãe, Dona Mocinha, descobrira que estava grávida. Pedro morreria algum tempo depois, próximo da data em que seu irmão Lúcio nasceria. Ao que parece Dona Mocinha teria morrido durante o parto, em decorrência da mesma doença de Pedro e do desgosto de perder seu primeiro filho, o que teria mexido profundamente com Antônio Maria. Mesmo com as duas dolorosas mortes, o senhor de engenho e os três filhos restantes continuaram no Velho Continente até Lúcio completar dez anos.
A volta definitiva de Antônio Maria ao Brasil também rendia histórias, no mínimo, exóticas. Lúcio havia sido trazido até o engenho dentro de uma de carruagem sem janelas, e ninguém viu sua transposição para o quarto em que estava. Às vezes me questionava se o filho mais novo do senhor do engenho realmente existia, ou ainda se o meu senhor apenas havia depositado a culpa das duas perdas que tivera no filho caçula, aprisionando-o como castigo. Isso eu saberia em breve.
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA.
Texto por Zé Wellington.
Antes do nascer do sol, Antonio Maria, dez negros e cinco capatazes já estavam embrenhados na mata. A tribo que visitaríamos era a dos fulniôs. Depois de uma caminhada de mais de uma hora, estávamos em território indígena. De longe avistamos às ocas, feitas de palha pintada de urucum rubro e jenipapo negro, num posicionamento que lembrava bastante a minha tribo. A área gritava silêncio, e nenhum movimento nativo parecia próximo. Concluímos que ainda dormiam. A um gesto de Antonio Maria, um dos capatazes avançou rapidamente sobre as ocas, derramando um líquido sobre elas. Logo, ele foi acompanhado pelos outros capatazes. Os outros negros acompanharam o movimento, e começaram a encharcar as ocas com o que seria algum tipo de combustível. Em princípio, fiquei parado. Não queria fazer aquilo. Era como eu tivera perdido tudo. Via ali a minha própria aldeia sendo incendiada. Fiquei apenas observando, quando um capataz roçou uma faca nas minhas costas:
– Vamo, nêgo, queima tudo.
Em alguns minutos toda a aldeia estava banhada em combustível. Antonio Maria ordenou então a um dos capatazes que ateasse fogo nas ocas. O comandado logo o fez, mas quando a primeira oca iniciou a queimada, o capataz foi atingido com uma flecha no meio do peito. O tiro vinha do matagal, do lado posterior ao da nossa entrada. Da mesma direção, uma enxurrada de índios brotou de dentro da selva numa gritaria infernal. Certamente eles haviam notado nossa aproximação bem antes de chegarmos à tribo e já haviam abandonados suas ocas aguardando nossa chegada.
Armados com arcos e machados de pedra primitivos, os índios corriam em nossa direção. Os capatazes tinham facas e nós tínhamos pedaços de pau nas mãos. Foi um combate sanguinolento, e, apesar de estarmos em desvantagem numérica, nós éramos mais fortes e mais habilidosos. Derrubava facilmente dois índios com uma golpe só. Aquilo me fazia sentir mal. Estava lutando por minha vida, mas ao mesmo tempo defendendo o opressor. No meio de tudo, senti a falta de Francisco e alguns dos negros que estavam conosco. Cheguei a cogitar que haviam escapado no meio da confusão. Não demorou a que restassem poucos índios de pé. Muitos deles haviam se embrenhado em fuga no matagal. Francisco vinha de dentro da relva, alegando que havia perseguido um grupo, mas que os fugitivos haviam se dispersado próximo a um açude.
De longe, Antonio Maria apenas observava protegido por um capataz à sua frente e uma grande árvore nas suas costas. Mas de cima da árvore, um indígena preparava-se para um bote sobre meu senhor. Nunca entendi por que me importei com aquilo e corri em direção a Antônio Maria. O índio pulou e agarrou-se ao senhorio. Antes que o oponente pudesse enfiar uma machadinha na garganta de Antônio Maria, pulei sobre ele enfiando o pedaço de pau que tinha em minhas mãos no meio do seu peito. O oponente caiu desfalecido, levando também o senhor do engenho ao chão. Antonio Maria respirava rápido, recuperando-se do susto. Jogou o corpo do índio ensangüentado de lado e deu a mão para que eu pudesse levantá-lo. Ele olhou fixo em meus olhos enquanto o erguia para depois virar-se para o capataz que deveria tê-lo protegido.
– Inútil, quase que venho a óbito! – disse enquanto se limpava, para depois se voltar a mim novamente – Quanto a tu, que a graça divina te proteja no céu, por que em terra, a partir de agora, és um protegido de Antônio Maria.
Um tipo esquisito de satisfação tomou conta de mim naquele momento. Francisco me olhava mais uma vez desconfiado.
O confronto havia terminado. Enquanto o sol nascia, caminhávamos para o engenho. Ao chegarmos, os negros foram encaminhados para a moenda, para seus trabalhos rotineiros, com exceção de mim. Antonio Maria chamara-me até a sala da casa-grande. Quando entrei, dei de cara com a grandiosidade que era ser um senhor de engenho na época. A pomposa sala de estar do meu senhor tinha um piso de madeira lustrado, que era quase como andar sobre espelhos. Móveis grandiosos e um sofá acolchoado com tecido em veludo vermelho impunham-se no centro. Enfeites religiosos é que não faltavam: eram crucifixos e imagens para todos os gostos, de ouro, prata, mármore, pedra e madeira. Uma escrava lavava os pés de Antonio Maria, que estava sentado ao sofá conversando com um capataz.
– És um valoroso soldado! – disse quando notou minha aproximação – E é de guerreiros dessa majestia que preciso para que protejam minha prole. De agora em diante serás segurança de minhas propriedades. Que achas?
– O que meu senhor quiser – não poderia ser outra minha resposta.
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA.
Texto por Zé Wellington.
Certa época, o engenho começou a passar por alguns furtos. Vários escravos foram castigados, até que se descobrisse que os assaltos eram obras de índios da região. Isso irritou bastante nosso senhor, que na fundação do seu engenho fizera vários acordos com indígenas para que não tivesse tais incômodos.
– Querem guerra, que se engasguem com guerra! – bradava Antonio Maria, prometendo retaliação.
Numa noite, Antonio Maria chamou Raimundo, nome do velho sábio que eu havia conhecido na minha chegada à senzala, e o imbuiu da tarefa de escolher os dez escravos mais aptos para um confronto com os larápios. Eu havia sido escolhido, junto com Francisco, o jovem que dividiu as correntes comigo, e Raimundo, o velho ancião. Na madrugada seguinte invadiríamos a tribo para tomar as devidas satisfações.
Como num costume da tribo de meus colegas de guerra, iniciou-se na senzala naquela noite um ritual de preparação para o combate do dia seguinte. Os escravos começaram a se organizar numa roda no meio do terreiro. A percussão da capoeira estava lá, mas muito mais compassada. No centro, Raimundo, sentado num tamborete de madeira, fumando um cachimbo de cheiro forte. Subitamente a percussão começou a ganhar velocidade, e as batidas ficaram mais intensas, quase ditando o ritmo do coração dos presentes. As mulheres mais velhas cantavam em voz alta, algumas chorando, versos que eu não conseguia traduzir. Elas se dirigiam a Raimundo. Nunca havia visto nada parecido na minha tribo. Tínhamos nossos costumes que evocavam o sobrenatural, mas nada semelhante. O clima ia ficando denso, e um aperto inexplicável tomava conta do meu peito. Estava com medo. Não demorou a que o velho Raimundo tremesse dos pés a cabeça. Seus olhos se reviravam e dos cantos da sua boca uma espuma esbranquiçada brotava. Francisco segurava seus ombros, para que o velho não se desequilibrasse. Alguns minutos depois, Raimundo estava imóvel.
– Unêgoquissiprepariproquevem... – Raimundo falava rápido, de um jeito quase incompreensível, de olhos revirados como se estivesse possuído – vaibatê nu brancu, vai? U brancu é raçarruim.... mas dá de comer... Baiani vailánumvai? – e caía numa risada amedrontadora.
– Eu to aqui, meu Preto Velho, pra te escutar – disse Francisco, ao ver seu nome africano sendo pronunciado em meio à tempestade de palavras.
– Baiani vaichegarláevaifazer... numvai Baiani? Agora sioutronumvai... Baiani deixa... deixa Baiani...
– Baiani deixa, Preto Velho... – não sei se Francisco estava entendendo o que o incorporado Raimundo dizia, mas ele concordava serenamente, já de joelhos a sua frente.
– Tem mais guerrêro aqui... Cudjobá taqui? – disse Raimundo, balançando a cabeça de um lado a outro como se estivesse buscando alguma coisa.
Raimundo havia proferido meu nome africano. No início não sabia se respondia aquele chamado. Ainda tentava digerir aquela situação, pensando se isso não ofendia minhas próprias crenças. Francisco já havia me falado, certa vez, sobre esse tipo de possessão por espíritos antigos, sobre as orientações que eles recebiam deles. Talvez o homem branco ignorasse o que não conhecia. Negros e índios sempre foram tomados por ignorantes dentro de suas crenças, crenças essas que explicavam coisas que os brancos certamente não entendem até hoje. Mesmo depois de muitos estudos, vejo que nós chegamos bem mais perto de Deus com nossa cultura de ignorantes do que o branco, que preferiu ser temente a ele e prostrar-se na sua “bendita ignorância”. Não seria, então, o branco o ignorante?
– Cudjobá numvem? Tutemtudo só num tem medo, Cudjobá... vemperto.
Acabei por me achegar em Raimundo, que, ao notar minha aproximação, começou novamente a ter espasmos, ainda mais fortes que os do início da sessão.
– Cudjobá vailonge... Nummorremascorrequemorrertuquer... Branquin mal! Branquin mal! – Raimundo começava a gritar, enquanto Francisco e duas negras o seguravam. O velho começou a repetir a mesma palavra, fácil de distinguir – Sanguisanguisanguisanguisanguisangui...
Se antes aquilo tudo já havia mexido com meus brios, agora eu suava frio e respirava com dificuldade. Eu tinha ouvido “sangue”? Não entendia o que ele queria dizer com aquilo. Foi quando Raimundo caiu desmaiado aos meus pés. Enquanto tentava acordar o ancião, Francisco me olhou com uma expressão de desconfiança.
Não preguei os olhos por um minuto naquela noite. Algo estava terrivelmente errado. Rezei para todas as minhas divindades até adormecer. Meu sono foi povoado por uma série de pesadelos. Via Umaiame correndo, fugindo de um grande lobo. Ela chorava e gritava meu nome. De algum lugar eu tentava estirar meus braços para alcançá-la, mas não conseguia, por que enquanto ela corria do lobo ela também acabava por se afastar de mim mesmo. O sonho cortava subitamente para a senzala, onde Raimundo chorava, gritando possuído. Seus olhos vertiam um sangue denso e ele perguntava a mim se eu queria morrer. Acordei com o barulho dos outros escravos preparando-se para a jornada.
CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA.
Texto por Zé Wellington.