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29 de abr. de 2009

As I Lay Dying - This Is Who We Are (DVD)


Uma das minhas bandas prediletas no momento lançou no dia 14 de abril (por enquanto apenas no states) seu primeiro DVD. Faz um tempão que eu aguardava esse registro oficial ao vivo do As I Lay Dying. This Is Who We Are é um DVD triplo contendo um documentário sobre a banda, uma porção de extras (todos os vídeo-clipes e algumas perfomances ao vivo extras) e um show ao vivo. Aliás, vários shows ao vivo. Achei esquisito quando, assistindo ao DVD do show, de cara a banda tocasse numa igreja, para poucas pessoas, praticamente sem palco e com a iluminação de luzes de natal no fundo. Pensei: "o Killswitch Engage faz um show numa arena lotada e o AILD faz só isso?". Foi quando entendi que não seria apenas um show, mas uma jornada pelo passado da banda! No primeiro show, na Igreja da Comunidade de Seacost, na Califórnia, a banda executa músicas de seus primeiros trabalhos. Para o DVD fora escolhidas duas (Falling upon deaf ears e Forever). Na sequência passamos ao pub Jumping Turtle, em San Diego, onde a banda executa do início ao fim o álbum Shadows Are Security para 250 pessoas, com duas músicas escolhidas para o DVD (Meaning in tragedy e Darkest nights, em perfomances explosivas). No momento seguinte, o DVD pula para seu ápice, com o show no The Grove, para 1.700 pessoas, onde a banda executa na íntegra seu último álbum An Ocean Between Us. Durante todo o DVD os integrantes tagarelam que consideram esse álbum seu melhor trabalho, coisa que eu e a maioria dos fãs com certeza discorda. Mas vá lá... é um puta disco, que fica ainda melhor executado ao vivo com as músicas coladinhas umas nas outras. São oito faixas tocadas para um público insandecido. Depois do show, já começava a ficar um gostinho esquisito na minha boca... Ainda estava faltando algo... Mas o algo veio! Nos depoimentos finais (depoimentos esses que permeiam o DVD inteiro), os integrantes falam sobre grandes shows, tocados para públicos de até 80.000 mil pessoas, como o maior festival de metal do mundo, o Wacken Open Air, na Alemanha, de onde temos duas perfomances ao vivo da banda (o clássico Through struggle e Confined), do With Full Force, também na Alemanha, com uma faixa (Reflection) e ainda do festival americano Cornerstone, com a música que chamou a atenção da mídia para a banda no início da carreira, 94 hours. Caralho! Muita informação, que só vai ser bem processada para aqueles que entendem um pouco de inglês, afinal o DVD mistura em partes iguais show e documentário. No final fica de conclusão que a espera valeu a pena. This Is Who We Are é isto o que o As I Lay Dying se tornou: um dos grandes nomes do metal do novo milênio.

Mais informações aqui e aqui. Gostou do AILD? Não deixe de conhecer a Sobre o Fim.

16 de abr. de 2009

Revival!

Nesses tempos os japoneses resolveram ressuscitar dois de seus animês de maior sucesso em todos os tempos: Dragon Ball e Fullmetal Alchemist. Eu vi os primeiros episódios de cada um e falo o que achei logo abaixo. Como não tenho falado muito de rock por aqui, falo também da continuação do maravilhoso documentário Metal - Uma jornada pelo mundo do Heavy Metal, Global Metal, e ainda do novo CD da banda capixaba Dead Fish, Contra todos. Um verdadeiro revival de informações, afinal trouxeram de volta do meu passado DBZ, FMA e DF!

Nostalgia
Em 1999 eu começava a assistir o animê que me colocaria no mundo dos animês, Dragon Ball Z. Entenda: antes disso eu (como tantos outros adolescentes brasileiros na época) já havia sido fisgado por outro furacão chamado Cavaleiros do Zodíaco, mas DBZ foi "a gota d'água", por assim dizer. Nessa época, a novidade que acabava de chegar ao Brasil já completava 10 anos no Japão. 20 anos depois do lançamento de Dragon Ball Z, chega às TVs do oriente Dragon Ball Kai. Não se trata da tão esperada e especulada continuação de Dragon Ball GT (animê que sucedeu DBZ), mas da revitalização de Dragon Ball Z. O animê original tinha 291 episódios, que foram remasterizados e serão lançados em alta definição. E o melhor: o próprio criador do mangá que originou a série, o genial Akira Toriyama, está editando a série, e já anunciou que essa nova versão terá apenas 100 episódios, ou seja, 191 episódios foram enxugados! Você que não viu DBZ talvez ache isso um cúmulo, mas todos os amantes da série adoraram a novidade. O motivo é simples: como a maioria dos animês shonen, DBZ tinha muita ENROLAÇÃO, que, esperamos, será limada dessa nova versão. Eu vi o primeiro episódio e, apesar de um estranhamento inicial (lembre-se, esse desenho animado é de 1989), até gostei do resultado. A maneira como o mestre Toriyama alterou a ordem de alguns fatos no início do episódio para aumentar a dramaticidade deu um calafriozinho bom, que compensou o traço antigão do animê. Para mim só faltou uma remasterização da abertura original com o classicaço Cha-la Head-cha-la e a maravilhosa dublagem nacional (Goku com voz de mulher no original dói de ouvir...). Nada melhor do que isso para esquecer a tenebrosa adaptação de cinema que estreou esse dias...

A volta da irmandade de metal
Outra volta que animou os fãs japoneses foi a dos personagens de Fullmetal Alchemist. Considero-me suspeito para falar da série, que na minha opinião é um dos melhores desenhos animados em série de todos os tempos (veja bem, eu falei DESENHO ANIMADO e não ANIMÊ, ou seja, incluo tudo de animação que já vi). Fullmetal Alchemist: Brotherhood não é um remake e muito menos uma continuação do original. Ao que parece, o animê parte do ponto onde a animação original difere do mangá. A princípio fiquei um pouco apreensivo com essa versão, afinal é difícil mexer no que é quase perfeito. Sem contar que o final do original (que na verdade terminou num belíssimo filme) para mim é irretocável, e já sei que é bem diferente do final do mangá (que eu só tive oportunidade de ler as três primeiras edições). Ao assistir a nova série, fui rapidamente teletransportado novamente para o universo de FMA. Nem lembrava como tinha gostado do animê. Está tudo lá: os dois cativantes personagens principais com a dublagem original e todos os outros detalhes da intricada trama. Novatos talvez se sintam desconfortáveis de início, por que são jogados dentro do universo sem muitas explicações, mas aos poucos devem ser integrados a história, já que no segundo episódio saberemos mais sobre as motivações de Edward e Alphonse Elric. A animação é simplesmente sensacional, bem melhor do que a já ótima animação original. O primeiro episódio tem cenas de ação muito empolgantes, mas sem sombra de dúvida foca mais no humor, única coisa que estranhei. Fico aguardando o drama que tão bem caracterizou a primeira série nos próximos episódios (e tomara que ele venha mesmo).

Metal pelo mundo
No meu blog antigo falei sobre o maravilhoso documentário Metal - Uma jornada pelo mundo do Heavy Metal (Metal - A headbanger´s journey), apresentado pelo antropólogo canadense Sam Dunn. Quatro anos depois, Dunn viaja ao mundo procurando pelo metal dentro da cultura dos mais diversos países. Mais uma vez o documentarista acerta em cheio no filme, e nos revela curiosidades sobre como pessoas de países extremamente fechados ao estrangeiro têm acesso a um dos estilos musicais mais discriminados do planeta. E a primeira parada é o Brasil, representado principalmente pela banda Sepultura (de quem Dunn é fã), e ainda com entrevistas a integrantes do Angra e do lendário Carlos Lopes, do Dorsal Atlântica (se você gosta de metal e hardcore TEM que conhecer essa banda, a pioneira da junção desses dois gêneros aqui no Brasil). A viagem ainda passa pelo Japão, destacando uma banda que os otakus conhecem bem: X-Japan. E se no primeiro filme o metal norueguês chamou atenção com seu fanatismo religioso, ele faz mais uma macabra participação numa história do metal israelense...

Contra todos (mesmo!)
A banda de hardcore capixaba Dead Fish recuperou seus pontos comigo com seu novo álbum, Contra todos. É o velho feeling de Rodrigo e cia de volta, com uma guitarra apenas, muitíssimo bem conduzida, num álbum direto, que em muito me lembrou o DF que conheci na época do seu álbum mais maduro da fase independente, Afasia. As letra continuam (afinal nunca deixaram de ser) belíssimas poesias urbanas. E o peixe morto realmente é uma daquelas bandas que deveria ser mais conhecida e mais escutada... Mesmo no mainstream o peixe continua fazendo o mesmo hardcore barulhento, contra todas as expectativas! Recomendadíssimo, para aquelas horas em que você quer esmurrar alguém.

6 de abr. de 2009

Quem quer ser um vampiro adolescente?

Fala, moçada! Antes tarde do que nunca, venho falar um pouco sobre minhas duas últimas experiências no cinema: Crepúsculo e Quem quer ser um milionário?. De bônus, comento o DVD Watchmen - Contos do Cargueiro Negro.

Malhação vampírica

Fiquei muito desapontado com a versão cinematográfica do best-seller Crepúsculo (Twilight), de Stephenie Meyer. Não que eu esperasse muita coisa de um filme da mesma diretora de Aos Treze (já vi várias boas críticas desse filme na Internet... eu sinceramente NÃO recomendo), mas cheguei a ler as primeiras páginas do livro e tenho a obrigação de dizer que ele é bem decente. Sou obcecado por romances de vampiros e achei muito interessante a forma como a autora escreve. Não é uma Anne Rice, mas prefiro os adolescentes lendo esse livro do que assistindo Malhação. Acontece que o filme acabou se tornando mesmo uma Malhação com vampiros... Faltou ao filme a ousadia que sobra no livro, e tive a impressão de estar assistindo uma produção da Globo... Os efeitos especiais me deixaram extremamente sem jeito de tão primários, algo estranho para uma adaptação de um dos livros do momento... Talvez o problema não seja esse, e eu apenas esteja velho demais para ver vampiros em um filme tão iluminado e colorido...


Cidade das Índias

Você já viu algo da novela global Caminho das Índias? Nos poucos relances que tive oportunidade de ver, percebi uma Índia rica e colorida, onde repentinamente as pessoas começam a dançar a dança do ventre na sala de casa, sem motivo aparente nenhum... Já em determinado momento do filme Quem quer ser um milionário? (Slumdog Millionaire), o carro de um grupo de turistas é assaltado, e o personagem principal exclama para eles: "Você não queria conhecer a verdadeira Índia? Essa é a verdadeira Índia!". Esse é apenas mais um dos momentos belíssimos do novo filme de Danny Boyle, que conta a história de Jamal, um jovem que está preste a ganhar um prêmio milionário em um programa de perguntas na televisão (leia-se: Show do Milhão). Só que tudo isso não passa de um mcguffin para mostrar o lado pobre de Mumbai e os desafios que Jamal e seu irmão mais velho encararam durante seu duro amadurecimento. Difícil não comparar o filme ao clássico Cidade de Deus... Também pudera, com uma belissíma fotografia, uma edição moderna e um ótimo roteiro Quem quer ser um milionário? se diferencia pelos detalhes que te lembram que você está na capital indiana: o amor dos indianos pelo cinema e pelo cricket, os maiores call centers do mundo (você sabia disso?), o Taj Mahal... Vencedor de oito Oscar, a película trouxe reconhecimento no tempo certo para o inglês Danny Boyle, diretor de filmes como o cult Trainspotting - Sem limites e do incompreendido A praia. Melhor que isso tudo só a coreografia do elenco no final do filme, como em todo bom musical de Bollywood.

CURIOSIDADE:
da mesma forma que Crepúsculo, Quem quer ser um milionário? também é uma adaptação de um livro para o cinema.


Mais Watchmen


Assisti nesses dias os dois "complementos" de Watchmen - o filme: Contos do Cargueiro Negro (Tales of the Black Freighter) e Sob o capuz (Under the hood). Em Contos do Cargueiro Negro, temos a HQ que estava dentro da HQ Watchmen, com a macabra história de um náufrago, aqui em formato de animação, com o personagem principal dublado por Gerard Butler (o Leonidas, de 300). Dentro do quadrinho essa história faz todo o sentido do mundo, mas sozinha não faz tanto assim... Já Sob o capuz é um interessante documentário que se aprofunda no mundo de Watchmen a partir da visão de Hollis Mason, o primeiro Coruja. Na verdade, o documentário é uma forma de compensar a falta que os trechos do livro de Mason (que também tem o nome de Sob o capuz) fazem no filme. Os dois têm pouco mais de 20 minutos e se juntarão ao filme na versão do diretor, que terá uma hora a mais e sairá no futuro DVD do filme. Eu sinceramente recomendo que você vá o cinema e assista ao filme e, caso você ainda não tenha lido a HQ, só veja esses complementos já inseridos nessa montagem final em DVD. Com certeza vai dar uma base bem melhor do que é a HQ (mas só uma base, pois a experiência da HQ você só sente LENDO a HQ). Se mesmo assim quiser ver esses curtas, ambos sairão no Brasil no fim desse mês em um DVD.



22 de mar. de 2009

NOVAS...

JACK CONTRA O REINO

Estou bastante empolgado, colegas! Desde o início do ano, entrei num projeto com uma galera de vários lugares do Brasil. Enquanto o projeto não fica 100% pronto, o desenhista, Sílvio DB, que ficou com o roteiro da minha história JACK CONTRA O REINO postou um pouco do seu processo de produção no fórum Central de Quadrinhos. CLIQUE AQUI PARA VER!



NOVA LOJA EM SOBRAL!


Todo mundo lá!

A mais nova loja de skate e rock de Sobral! Todos que apenas comparecerem na loja concorrem a um skate novinho!

8 de mar. de 2009

Watchmen: eu vi!

Uma vez um amigo me disse que nunca leria O Senhor dos Anéis. "Pô, assisto o filme e pronto". Talvez seja isso que sempre me preocupou em adaptações para o cinema. É mais cômodo e fácil trocar um grande maço de papel por algumas horas numa poltrona confortável. Ok, O Senhor dos Anéis é um grande filme. Mas com certeza fica muito aquém dos detalhes do livro que lhe deu origem. Muitos podem dizer que depois de assistir o filme, alguns lerão o livro. Mas esses já não vão ver a história da forma como ela foi concebida por seu autor. Acho que é por isso que Alan Moore sempre repugnou as adaptações de suas HQs para o cinema e sempre fez o possível para tornar suas obras infilmáveis. Uma obra de arte (seja um quadro, um livro, uma música ou que for) é filha de sua época e carrega em si o peso de sua própria linguagem. Então, amigo leitor, saiba de cara: NÃO HÁ COMO COMPARAR A HQ E O FILME DE WATCHMEN. O quadrinho é alardeado como um dos grandes momentos da nona arte. O filme apenas traz à tona ao mundo, de forma bem simplificada, o que muitos, como meu amigo no início do texto, não leram (e nem lerão) na versão impressa. Zack Snider conhecia bem a responsabilidade que havia lhe sido incubida e preferiu não se arriscar. Temos em Watchmen - o filme boa parte dos diálogos e quadros dos quadrinhos, momento a momento. Mas ainda faltam as várias hisórias paralelas da HQ, que não caberiam nas já longas duas horas e quarenta de filme. É frustante ver o primeiro contato de Rorschach com seu psiquiatra, que no filme encerra o relacionamento entre eles ali mesmo. Sem contar a história dos dois Bernies, Os Contos do Cargueiro Negro (que estarão disponíveis em DVD no final desse mês em animação), etc... Como dizem por aí, Watchmen é realmente infilmável. Mas está aí, filmado, nas salas de cinema, e, pasmem, é um GRANDE FILME também. Teve toda a pompa de um grande filme e foi adaptado em alguns pontos para um grande público (com belíssimas cenas de ação com a marca de Snyder), mas sem deixar de ser uma obra densa e pensativa. Não vai mudar o cinema como a HQ mudou os quadrinhos, mas vai mudar a forma como muitas pessoas vêem os quadrinhos de super-herói, o que já é um grande passo. Quanto às tramas paralelas, como a que acontece entre Rorschach e seu psiquiatra, para saber como termina isso, você vai ter que tirar seu traseiro da poltrona confortável e ler umas das obras mais importantes da literatura mundial.

5 de mar. de 2009

18 de fev. de 2009

Zeroes


As pessoas têm me perguntado o que estou achando do volume 4 (que corresponde à segunda parte da 3ª temporada) de Heroes. Eu não estou achando nada, por que abandonei o programa no volume passado. Desde o princípio, dei a maior "cobertura" possível para a série aqui no blog, mas de repente assistir os episódios havia se tornado um martírio. Quando uma coisa se torna ruim de doer, é hora de deixar o barco, afinal tem muita coisa legal saindo, e meu dia ainda não tem 48 horas, como eu tanto gostaria. Por conta do mal resultado nos EUA (não sou só eu que não estou gostando), cabeças rolaram, e a equipe criativa da série mudou. Um dos caras que está assumindo, Bryan Fuller, saiu de uma série muito bem falada, Pushing Daisies, a qual eu não tive oportunidade de assistir e por isso prefiro não comentar. De qualquer forma ele já foi logo avisando que não poderia desfazer a "mercadoria" que estava feita e só assumiria no final desse volume. A idéia é dar um reset geral. Sendo assim, volto a assistir Heroes um dia se esse reset trouxer de volta alguma dignidade para a série.
EXTRA
Stallone está montando um elenco curiosíssimo para seu novo filme, Os mercenários. Já estavam no elenco: Mickey Rourke (o Marv de Sin City), Danny Trejo (o brinquedinho do Tarantino e do Rodriguez), Jason Statham (de Carga explosiva), Jet Li (precisa falar alguma coisa?) e Dolph Lungdren (do longínquo Soldado universal). Todos tem em comum uma gama de filmes de ação da década de 1980 para cá. Como se não bastasse, hoje a imprensa noticiou a participação de Arnold Schwarzenegger, atual governador da Flórida, antes Exterminador do futuro. Tá certo que o governator vai fazer um ponta e interpretar a si mesmo, mas não deixa de ser empolgante. Uma pena Jean-Claude Van Damme ter dispensado o filme por conta do momento "artístico" que ele está vivendo...

10 de fev. de 2009

Rapidinha...

Postando em trânsito! Trabalho maluco, viajo em alguns minutos para Jericoacoara (a trabalho, vale salientar de novo, e mesmo que não fosse não sou desses fãs de praia). Estava pensando no que postar agora, o único assunto que me veio a mente foi comentar o que estou lendo dos títulos mensais da Marvel. Sou assinante e estava ficando aperreado de ver um montinho de HQ se acumular no criadomudo (com hífen ou sem hífen?) do meu quarto. Agora que vagarosamente comecei a ler algumas HQ de agosto do ano passado... Ficava vendo os sites comentando a saga polêmica (eles frisaram isso nas propagandas dela, daí você já fica com uma pulga atrás da orelha) Um dia a mais, do Homem-Aranha, e a Invasão Secreta. Ontem terminei Hulk contra o mundo (que acho que teve um saldo até positivo) e comecei a desbravar essas outras duas grandes sagas do ano passado. A Invasão está sendo muito bem conduzida por Brian Michael Bendis. Estou muito curioso para ver onde isso vai dar. O mix de Novos Vingadores está interessantíssimo (exceto pela trama rasa e descartável de Miss Marvel). Illuminati, escrito pelo Bendis em pessoa, é muito legal, e tem uma narrativa espetacular com quadros silenciosos e desenhos simples (e ao mesmo tempo magníficos) de Jim Cheung. Estou gostando muito também da volta do Thor, escrita por um cara que eu amo e odeio, J. Michael Straczynski. Amo com o Thor e odeio em Homem-Aranha. O mix da revista do amigão da vizinhança tá fraquinho, fraquinho... do jeito que é difícil conseguir acompanhar. No mais a assinatura do pacote médio (de 6 HQs) tem valido a pena para mim no geral: Demolidor em Marvel Action, 75% da Marvel Max e a mensal do Universo Millenium/Ultimate jogam o nível um pouco mais alto. Mas nem tudo são flores e tenho repensado seriamente sobre manter a assinatura. Se eu gastasse tudo que gasto com a assinatura em graphic novels, minha estante seria bem mais elegante...

[VOLTANDO AO ASSUNTO: Num post passado, perguntei sobre o destino do filme do Spirit no Brasil, que não estreou em 6 de fevereiro como deveria. Depois de muito cavucar na Internet, finalmente descobri a nova data de estréia do filme no Brasil: 20 de março. Cortesia do site Cinepop, o único site de cinema que encontrei que noticiou o fato. Vamos aguardar para confirmar essa notícia.]

30 de jan. de 2009

VERSUS!

Nova Língua Portuguesa Vs. Antiga Língua Portuguesa
Raios, quem inventou de mudar o Português? A princípio me falaram que era pouca coisa, "tira os hifens, morre o trema e o resto não muda nada", mas não é bem assim. Essa unificação da língua, que aconteceu para aproximar a palavra escrita nos países de língua portuguesa e facilitar seu ensino para estrangeiros, tem uns pontos escorregadios, como por exemplo um acento esquisitaço para separar os verbos da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito e do presente do indicativo. [Ex.: Agora nos amamos. Ontem nos amámos.] Alguns acentos caíram e vão nos fazer escrever ideia, ao invés de idéia, e conteudo, ao invés de conteúdo. Tudo isso para nos aproximar dos nossos irmãos de língua. Pelo menos os portugueses não podem mais escrever acção ou adopção... hehe... E corra, coleguinha, você tem três anos para reaprender a escrever!

Kevin Smith independente Vs. Kevin Smith comercial
Até que é engraçadinho o filme novo do Kevin Smith, Pagando bem que mal tem (Zack and Miri make a porno), mas o diretor já foi bem melhor... É como se ele misturasse o cinema autoral que ele faz muito bem com o filme mais comercial dele (Menina dos olhos). Para quem fez O Balconista e Dogma, esse filme novo soou como uma comédia romântica com muitos palavrões...

Hulk Vs. Thor e Hulk Vs. Wolverine
A Marvel vai melhorando em suas animações. Nesse início de ano ela lançou dois média-metragens (nessas regras novas de português, esse hífen fica?) com o Hulk. A estética deles se aproxima das animações japonesas mais novas e a movimentação é muito boa. O roteiro é bem decente e deixa de lado complexidades para colocar o Hulk fazendo o que sabe fazer de melhor: ESMAGANDO. E tome porrada, com uma violência até acima do padrão para essas animações feitas para DVD nos EUA. Contra Thor, eu senti a violência um pouco amenizada e achei a história mais rasteira. Contra Wolverine, é legal ver o carcaju violento como nas suas fases mais sombrias em desenho animado, com direito a sua origem, Arma X e tudo mais. Mas ele podia se chamar Wolverine Vs. Hulk, e não o contrário, por que nesse segundo filme o mutante domina geral e Hulk é apenas um coadjuvante.


Google Docs Vs. Microsoft Office Live WorkSpace
Sou um entusiasta da tecnologia e já venho testando faz uns tempos o Google Docs, que coloca em prática o que chama-se por aí de web 2.0, ou seja, seus aplicativos do PC rodando diretamente da Internet. É simplesmente sensacional! Você não precisa ter Word ou Excel instalado no computador, basta acessar o site e utilizar um sistema com quase todas as ferramentas deles, e ainda pode salvar o seu trabalho virtualmente e acessar de qualquer computador do mundo conectado a Internet. Você ainda pode compartilhar seus arquivos e trabalhar em parceria com outra pessoa que também tenha acesso a web. Claro que não demoraria até a Microsoft colocar sua versão no ar, o WorkSpace, que sinceramente fica anos aquém... Para início, é necessário ter o Microsoft Office instalado no computador (afinal o interesse é que as pessoas ainda comprem os programas da Microsoft). A plataforma é lenta e muito limitada. Vamos, Bill Gates, admita, dessa vez não dá pra você... Ponto praqueles que acham que a Google vai dominar o mundo.

E zefini! (Zé-fini... entendeu?!)

21 de jan. de 2009

Um post em 10 minutos!

Parei em frente ao PC para escrever. Mas só tenho 10 minutos antes de ter que voltar ao trabalho... Correria desgraçada não me deixa parar no PC. E quando paro tem zine pra editar, roteiro pra escrever, música pra compor, lista de casamento pra digitar... ops... acho que esqueci esse detalhe: tem um casório se aproximando! Sai de baixo então que lá vem o post dessa semana!

Fui a Fortaleza no final de semana passado contando os minutos para ver o filme do Spirit, do Will Eisner. Só que quando liguei para o cinema disseram que ele não havia estreado ainda. Numa busca na internet (que demorou um bocado, diga-se de passagem) descobri que o filme foi adiado para 6 de fevereiro. Já li que o filme foi mal nas bilheterias norte-americanas e tá sendo massacrado pela crítica, o que é bom e é ruim. Ruim por que é um personagem de quadrinhos (dos melhores) fracassando na transição para o cinema. Bom por que pode significar o fim da carreira cinematográfica de Frank Miller, diretor do filme, que já dirigiu também Sin City, adaptação do seu próprio quadrinho. Não me entenda mal, achei Sin City um ótimo filme, mas foi um trabalho que o Frank teve junto com nada menos que Robert Rodriguez (da trilogia do Mariachi e Um Drink no inferno). Spirit, o filme, trazia junto consigo toda uma expectativa por ser o primeiro trabalho de Frank sozinho. Ele por sinal já se comprometeu com outros projetos, mas será que eles vão vingar depois do fracasso do "Espírito"? Se não vingar, vem a parte boa disso tudo: Frank Miller volta a fazer o que poucos sabem fazer como ele: quadrinhos.

Assisti no sábado passado o programa TV SANA, na TV Diário, rede local de televisão. O programa veio oriundo da TV União (onde se chamava União Otaku) e fala sobre vários assuntos, entre eles anime, quadrinhos, cinema e muito mais. Vale a pena ver, todos os sábados, a partir das 10h30, na TV Diário (que pega em qualquer lugar do nordeste, diferente da TV União). É bom lembrar também que nesse sábado que vem vai acontecer o SANA FEST, evento de início do ano organizado pela mesma galera que faz o SANA, maior evento de animação, quadrinhos e RPG do nordeste. Eu estarei lá, lançando o zine número 3 do Grupo Gattai, que tem uma história que ajudei a escrever, ELEMENT SPIRIT. Estejam lá!

Por final, percebi nas estatísticas do meu blog que as páginas mais acessadas dele correspondem as que continham a minha primeira história aqui, O Mestre dos Brinquedos (não leu ainda? Clique aqui e conheça!). Sendo assim, já estou desenvolvendo um novo folhetim para esse espaço. Mais novidades em breve!